O presidente do PPM disse esta quinta-feira que manifestou aos líderes do PSD e do CDS-PP, por carta enviada a 27 de abril, a "disponibilidade" dos monárquicos para integrarem a coligação das legislativas, mas ainda não obteve resposta.

Paulo Estêvão, que falava à agência Lusa, acrescentou que a Comissão Política Nacional e o Conselho Nacional do Partido Popular Monárquico (PPM) se reúnem no sábado, em Lisboa, para deliberar sobre a estratégia para as eleições deste ano.

O dirigente do PPM, que preside à Comissão Política Nacional do partido e é deputado no parlamento dos Açores, lembrou que a Aliança Democrática (AD) é um "património" dos três partidos, que têm uma "aliança de quase 40 anos", com coligações a acordos "ininterruptos" desde 1979, quando pela primeira vez se apresentaram juntos a eleições.

Paulo Estêvão lembrou também "as múltiplas alianças autárquicas" em vigor, em concelhos como Braga ou Porto, entre outros.

As direções nacionais do PSD e do CDS acordaram fazer uma coligação pré-eleitoral para as legislativas deste ano.

Na sequência da declaração conjunta de Passos Coelho e Paulo Portas, a 25 de abril, em que revelaram alguns princípios do acordo eleitoral entre PSD e CDS-PP, o PPM manifestou a sua disponibilidade para fazer parte da coligação, aguardando ainda uma resposta, segundo Paulo Estêvão.