O antigo ministro da Defesa Rui Pena morreu nesta segunda-feira, vítima de cancro, confirmou a TVI.

Militante do CDS após o 25 de abril de 1974, foi ministro da Reforma Administrativa no Governo PS-CDS, liderado por Mário Soares, em 1978.

Pertenceu e fundou, anos mais tarde, o Movimento Humanismo e Democracia (MHD) que firmou um acordo com o PS em 1995, então liderado por António Guterres, que chegou a eleger deputados, como independentes, nas listas socialistas, que vigorou até 2011.

De 2000 a 2001, foi ministro da Defesa no segundo Governo de António Guterres.

Rui Rodrigues Pena nasceu em Torres Novas, em 25 de dezembro de 1939, tendo feito a formação na Faculdade de Direito de Lisboa.

As cerimónias fúnebres do advogado e ex-ministro da Defesa vão realizar-se na terça-feira, na Basílica da Estrela, em Lisboa, informou a sociedade de advogados que fundou.

O velório tem início esta segunda-feira às 18:00, estando prevista uma missa pelas 21:00. O funeral, depois de uma missa pelas 15:00 de terça-feira, está reservado para familiares e amigos, de acordo com um comunicado da CMS Rui Pena & Arnaut.

"Patriota esclarecido"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte do advogado e antigo ministro Rui Pena, considerando que Portugal perdeu "um patriota esclarecido" e "um homem bom".

Numa nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa recorda-o como "advogado de causas e empenhado cidadão na defesa da liberdade, da democracia e do personalismo cristão".

Ao longo da sua vida, Rui Pena foi um lutador pelos princípios em que acreditava, uma voz serena e discreta, que marcou de forma indelével todos quantos tiveram o privilégio de o conhecer. Portugal viu partir um patriota esclarecido, um homem bom e empenhado no bem comum do seu país", lê-se na mensagem do chefe de Estado.

O Presidente da República afirma que Rui Pena foi um "jurista eminente, docente universitário especializado na área do Direito Administrativo" e, no plano político, exerceu as funções de ministro da Reforma Administrativa e de ministro da Defesa, "cargos onde procurou contribuir, com o seu saber e a sua experiência, para a dignificação da Administração Pública e Forças Armadas Portuguesas".

Ao tomar conhecimento do falecimento de Rui Pena, transmiti pessoalmente à família enlutada as minhas mais sentidas condolências", refere Marcelo Rebelo de Sousa.