O PCP defendeu esta sexta-feira a inversão do investimento efetuado no combate aos fogos florestais para a sua prevenção, sublinhando que 2015 é já "o terceiro pior ano desde 2005" em termos de área ardida.

"O PCP sustenta, como o seu programa eleitoral sublinha, que é absolutamente necessário inverter a lógica atual e as prioridades que levam a existir mais orçamento para o combate do que para a prevenção", afirmou o membro do comité central comunista Francisco Pereira, em conferência de imprensa, na sede nacional do PCP, em Lisboa.


O responsável comunista destacou que "os números não deixam margem para dúvidas", pois, a 31 de julho, tinham ardido cerca de 29 mil hectares, o que corresponde ao terceiro pior ano desde 2005".

"Verifica-se que as ocorrências passaram de 4.165 para 10.340, os reacendimentos de 189 para 616 e a área ardida de 7.575 hectares para 28.780 hectares", continuou, sublinhando que 300 mil hectares de área ardida de um total de um milhão da última década registaram-se "na vigência deste Governo".


Quinta-feira, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) anunciou terem sido combatidos 175 incêndios por 4.813 operacionais, com o apoio de 1.215 meios terrestres e 100 aéreos. Desde 01 de agosto e até quarta-feira, foram registados em Portugal continental 694 incêndios.

"Os bombeiros, pagos 1,87 euros à hora nas equipas de combate a incêndios florestais, os comandos e os dirigentes das suas associações, merecem forte saudação do PCP pelo heroico esforço que fazem no combate às chamas, mesmo que muitos corpos de bombeiros, como foi denunciado por associações do setor, continuem à espera há mais de um ano de prometidos equipamentos de proteção individual", completou.