polémica gerada pela falta de pagamentos à Segurança Social por parte do atual Primeiro-Ministro.

«Pedro Passos Coelho já deveria ter sido confrontado pelo PS, e pelos outros partidos de esquerda, perante a obrigação ética e política de se demitir», disse o conselheiro de Estado.

Manuel Alegre argumentou: «Por menos já houve ministros que se demitiram [recordou o caso de António Vitorino, que deixou o governo de Guterres no verão de 1997 por causa de um problema de sisa] e no estrangeiro por muito menos ocorrem essas demissões». Só que - acrescenta -«parece que Passos Coelho beneficia de uma absoluta impunidade política».

O repto deixado por Alegre ao PS vem na sequência de um outro recado deixado a António Costa, líder dos socialistas, após tomado conhecimento do discurso que fez perante empresários chineses. Na altura, o escritor também aconselhou Costa a provocar uma «rutura total» com as políticas de austeridade.