O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse esta quarta-feira, em Berlim, que a descida da taxa de desemprego de 16,2%, em 2013, para 13,9%, em 2014, é um indicador de que a economia está a crescer.

«Ainda falta fazer muito, mas é um erro não reconhecer que a economia portuguesa está a gerar emprego e é um progresso passar para 13,9%. É uma tendência positiva para criar emprego», disse Paulo Portas.

A taxa de desemprego subiu 0,4 pontos percentuais no 4.º trimestre de 2014 face ao anterior, para 13,5%, mas a taxa média anual caiu 2,3 pontos percentuais no ano passado face a 2013, para 13,9%, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística.

Para o vice-primeiro-ministro, que discursava num jantar em Berlim, Alemanha, para quase 400 empresários do setor das frutas e legumes, «não é apenas o consumo que está a subir», mas também «o investimento que, pela primeira vez em vários anos, está a dar sinais positivos». 

«Sem investimento não há crescimento e sem crescimento não há criação de emprego», sublinhou.

Nesse sentido, Paulo Portas frisou a necessidade de captar investimento para o país e de abrir mercados para onde Portugal possa exportar os seus produtos.

«Nos últimos três anos, Portugal abriu, em mais de 70 países, mercados viáveis e certificados para mais de 120 produtos e marcas portuguesas e isso significa gerar alternativas quando há mercados que entram em crise e gerar potencial de desenvolvimento para a internacionalização das nossas empresas», adiantou.

Também presente no jantar, a ministra da Agricultura defendeu que, além da abertura de mercados, Portugal pode «aproveitar mercados mais fáceis que já estão abertos dentro do espaço europeu».

Ao reconhecer hoje em Berlim que Portugal ainda exporta pouco para a Alemanha, onde decorre até sexta-feira a maior feira mundial de promoção de frutas e legumes, a Fruit Logistica, Assunção Cristas disse que a Alemanha é um exemplo de país onde os produtos portugueses podem ter maior penetração.

A Alemanha é o oitavo mercado da exportação de frutas e legumes, representando 3% do total exportado e cerca de 20 milhões de euros. As preferências dos alemães vão sobretudo para as framboesas, batata, cenouras e couves nacionais.