O candidato presidencial Edgar Silva defendeu hoje que unidades hospitalares que o anterior governo decidiu devolver às Misericórdias devem ficar no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que é urgente reverter essa medida.

Em declarações à agência Lusa, no final de uma visita ao hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, distrito de Coimbra, precisamente uma das unidades que deverá passar para a gestão da Misericórdia local, o candidato apoiado pelo PCP afirmou que "é urgente intervir" no sentido de obstar a que a aquele estabelecimento de saúde "passe a ser gerido por uma entidade privada".

"Neste caso como noutros, o Presidente da República tem poderes de influência para intervir, para que possam ser revertidas um conjunto de medidas que atentam contra o Serviço Nacional de Saúde", afirmou.

Edgar Silva sublinhou o dever do Presidente da República em fazer cumprir a Constituição e, desse modo, reverter para a esfera pública "parcelas do SNS que foram usurpadas e alienadas".

"Nós protagonizamos uma candidatura que está de mãos livres, não está amarrada a qualquer outro compromisso que não seja o de fazer cumprir a Constituição", observou o candidato às eleições presidenciais de 24 de janeiro.

No hospital de Cantanhede, Edgar Silva reuniu-se com a administração, profissionais de saúde e representantes dos trabalhadores e contactou com utentes sobre temas como o encerramento do serviço de urgência hospitalar, o "problema" de financiamento que, disse, levou a cortes da ordem dos 38% e a "transferência que estava a ser engendrada para o setor privado".

"Todos assinalaram uma linha unânime de defesa intransigente e convicta de que esta unidade deve permanecer no Serviço Nacional de Saúde", reforçou.