Assunção Cristas já entregou, no tribunal, as listas do CDS-PP à Câmara de Lisboa, com independentes e quase uma paridade entre homens e mulheres.

A líder do CDS assumiu que a sua ambição é ganhar, mais do que disputar os votos com o PSD nas eleições autárquicas de 1 de outubro. Disse-o à Lusa, antes da entrega das listas, no Palácio da Justiça, na capital.

“A minha ambição é ganhar as eleições”, disse, depois de lembrar que a última vez que o CDS concorreu sozinho obteve 6,9% e que é essa a sua base.

Luto para o máximo, sabendo que a escolha é dos lisboetas. Para obter o máximo, é necessário “rabalhar muito e todos estão animados com uma belíssima lista”.

Os nomes na lista

Nas listas do CDS à câmara de Lisboa, Assunção Cristas é acompanhada pelo atual vereador, João Pedro Gonçalves Pereira, que nos últimos anos “fez uma oposição firme” e em terceiro lugar surge mais uma mulher - Conceição Zagalo.

Conceição Zagalo teve um percurso empresarial que passou pela IBM e, destacou Assunção, foi presidente do Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial (GRACE) e distinguida pela Amnistia Internacional, em 2007, pelas suas “causas sociais”.

A encabeçar a lista à Assembleia Municipal está outra mulher e independente, a catedrática em arquitetura paisagística Cristina Castel-Branco, com experiência em espaços verdes e urbanismo

Em síntese, a participação destes independentes “é uma enorme mais-valia para o projeto” em Lisboa, pelo que significa de “alargamento do partido a pessoas reconhecidas, com qualidade e valor, mostrando que é uma “candidatura aberta e alargada”.

Ontem, a concelhia do CDS-PP em Lisboa pediu esclarecimentos à Comissão Nacional de Eleições (CNE) sobre a propaganda da maioria socialista no executivo relativa a obras feitas no espaço público, em período de pré-campanha eleitoral.

26 listas no total

No total, o CDS-PP apresentou, em pastas azuis, as cores do partido, no Tribunal de Lisboa, no Palácio da Justiça, 26 listas – 24 às freguesias da capital e as listas à câmara e à assembleia municipais.

Ao todo, são 660 nomes, na sua maioria homens (58%), e em que figuram 34% de independentes, segundo dados fornecidos à Lusa pelo partido.

Assunção Cristas afirmou estar a concluir o programa eleitoral com que se apresentará às eleições, que terá como duas grandes prioridades a ação social e a mobilidade.

Os democratas-cristãos têm, nomeadamente, a proposta Cresce 100%, que prevê que todas as crianças da cidade sejam abrangidas, e a candidata à Câmara propõe-se olhar "para a cidade esquecida e abandonada pela governação socialista". "É preciso um olhar humano" para Lisboa, concluiu.

Nas eleições autárquicas de 1 de outubro concorrem, em Lisboa, Fernando Medina (PS), Teresa Leal Coelho (PSD), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Assunção Cristas (líder do CDS-PP), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!) e Carlos Teixeira (independente apoiado pelo PDR e JPP).