O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que o presidente do PSD parece ter tido "um vaipe" no sentido de "salvar a Segurança Social", e defendeu que não se pode levar a sério essa posição.

"Não, camaradas, não será Passos Coelho que salvará a Segurança Social", declarou o secretário-geral do PCP, citado pela Lusa, no final de um almoço com delegados e dirigentes sindicais e membros de organizações representativas de trabalhadores, no refeitório da Festa do "Avante!", no Seixal.

Jerónimo de Sousa falava na necessidade de enfrentar "os grandes desafios e até também muito contrabando e aldrabice que anda por aí", quando se referiu a este tema, em tom irónico.

"Lendo os jornais hoje descobrimos esta coisa espantosa, camaradas: que Passos Coelho, em nome de uma convergência na reforma da Segurança Social, diga que na sua proposta não vai cortar pensões e reformas, que vai respeitar as reformas em pagamento, que até poderá deixar cair o plafonamento", referiu à Lusa.

Em seguida, o secretário-geral do PCP questionou: "Quem havia de dizer, camaradas? O mesmo Passos Coelho que assumiu o compromisso com a União Europeia de cortar 600 milhões de euros na Segurança Social, cortando reformas, pensões e apoios sociais, que lhe tenha dado de repente um vaipe considerando que agora é tempo de salvar a Segurança Social?".

"Não, camaradas, não será Passos Coelho que salvará a Segurança Social. É preciso respeitar o seu caráter universal, geral e solidário, é preciso encontrar fontes de financiamento, pondo o grande capital a pagar uma parte. Isso sim é uma proposta séria e não o desabafo de circunstância de Passos Coelho. Precisamos de defender a Segurança Social", acrescentou.