O secretário-geral do PCP reiterou esta quinta-feira a promessa eleitoral de luta pelo Salário Mínimo Nacional de 600 euros em 2016, no dia da primeira reunião do primeiro-ministro, o socialista António Costa, em concertação social.

Jerónimo de Sousa, à margem de uma receção à Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), na sede nacional do PCP, em Lisboa, confirmou que o PCP vai manter a sua iniciativa e frisou que "quem tem a última palavra é o Governo".

"Neste momento, não houve uma convergência verificada e, consequentemente, um compromisso, designadamente pelo PS, mesmo com a reconsideração do BE, que fez campanha a bater-se pelos 600 euros e depois reconsiderou. O PCP considera que é de inteira justiça e profundamente necessário manter esta proposta e lutaremos para que seja alcançada. Não houve convergência em relação ao modo e à forma", afirmou.

Segundo o líder comunista, "em relação à concertação social, há que não esquecer que quem tem a última palavra é o Governo, que deve assumir essa responsabilidade", criticando a forma "como se procura hipervalorizar a concertação social, que tem servido de biombo para sucessivos Governos imporem as suas medidas".

"Nós avançamos com uma iniciativa legislativa visando o aumento do salário mínimo para os 600 euros. Foi um compromisso que assumimos durante a batalha eleitoral".


E acrescentou: "Consideramos que não só é necessário como possível esse aumento. É inaceitável que hoje centenas de milhares de trabalhadores trabalhem empobrecendo. À pala do emprego, foram sacrificados direitos fundamentais, designadamente uma vida mais digna", segundo a Lusa.


O dirigente do PCP recordou não se tratar de uma "medida isolada" e que o seu partido também tem em conta as "dificuldades das Pequenas e Médias Empresas (PME)", nomeadamente os seus "custos de produção", propondo igualmente a redução do IVA na energia, por exemplo.