A primeira mulher a dirigir o Ministério Público em Portugal está há cinco anos a bater na mesma tecla: sem autonomia financeira, a Justiça é um conceito vazio.

Joana Marques Vidal tem 61 anos e é natural de Coimbra. Licenciada em Direito, é filha de um antigo juiz conselheiro e ex-diretor da Polícia Judiciária e ainda irmã do procurador que coordenou o inquérito Face Oculta. Podia até falar-se numa dinastia Marques Vidal, mas sem figuras decorativas.

Joana Marques Vidal dirige, coordena e fiscaliza a atividade do Ministério Público. Abre inquéritos, manda investigar e para os casos mais complexos decidiu testar a fórmula das superequipas com magistrados de várias áreas do Direito e até um procurador a preparar eventuais julgamentos.

Joana Marques Vidal termina o mandato em outubro de 2018. Com mais de 30 anos de magistratura, em grande parte dedicados à área da Família e Menores.

Coordenou o Ministério Público no tribunal de Família e Menores de Lisboa, foi a presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Cascais e da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

Em 2012, tomou posse como Procuradora Geral da República.

Aufere mensalmente 7.680,80 euros brutos (3.677,85 euros líquidos), mas o salário não terá sido o principal atrativo.

O mandato de seis anos termina em outubro do próximo ano e a cumprir-se a tradição desde Cunha Rodrigues, o mais provável é que não seja reconduzida no cargo.

Para isso, também era preciso que quisesse continuar…