Portugal e a Grécia vão continuar em 2014 a contrair em termos reais, embora a zona euro esteja a sair da recessão, avançou hoje a consultora internacional PIMCO.

No Economic Outlook para a Europa relativo a setembro, o diretor-geral da PIMCO para esta região, Andrew Balls, diz que «Portugal e a Grécia vão continuar a contrair-se, em termos reais [em 2014], apesar da zona euro estar a emergir da recessão».

Sobre a Alemanha e a França, a perspetiva da consultora é a de que irão apresentar «uma perspetiva positiva, mas abaixo da tendência», lembrando que o crescimento real, ajustado da inflação, deverá oscilar entre 0% e 0,5% em 2014.

A PIMCO espera ainda que a inflação na Europa deverá ficar abaixo de 1% no próximo ano.

Quanto à Itália, Holanda e Espanhpara medir as pressões inflacionistasa observar-se-á uma estabilização do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 ou então a um «frágil crescimento».

«O elevado nível das taxas de juro nominais na Itália e na Espanha, sem que tenha sido descontada a inflação (...) não ajudam ao crescimento da economia», justifica.

Apesar de a Europa estar a sair da recessão, o aperto da política monetária na zona euro leva a que ela ainda esteja a «lutar para voltar às taxas de crescimento potencial pré-Leman Brothers (2008)», sublinha.

A PIMCO refere ainda que o Banco Central Europeu (BCE) deverá ser capaz de manter a estabilidade, enquanto os políticos europeus continuarem com «questões pendentes» e a olhar para a construção de uma união monetária menos vulnerável.

Os desafios da política fiscal são fundamentais para a região e continuarão a influenciar o crescimento económico.

«Menos austeridade significa que a política fiscal obstruirá menos o crescimento», frisa.