A economia cresceu mais entre abril e junho deste ano do que nos mesmos meses de 2017. E a grande ajuda vem do consumo privado.

O Produto Interno Bruto (PIB) registou, no segundo trimestre de 2018, uma taxa de variação homóloga de 2,3% (2,1% no trimestre anterior). Os dados foram revelados há pouco pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e confirmam a estimativa rápida de 14 de agosto.

O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou para 2,9 p.p, em resultado da aceleração do consumo privado, enquanto o Investimento apresentou um crescimento menos acentuado, determinado em larga medida pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em Material de Transporte, refletindo o efeito base da forte aceleração verificada no segundo trimestre de 2017. A procura externa líquida apresentou um contributo ligeiramente mais negativo (-0,7 p.p.)", diz o INE.

Comparativamente com o primeiro trimestre de 2018, o PIB aumentou 0,5% em termos reais. O contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB aumentou ligeiramente no segundo trimestre (0,9 p.p.). Por sua vez, o contributo negativo da procura externa líquida manteve-se inalterado (-0,4 p.p.).

A previsão do Governo aponta para que a economia cresça 2,3% para o conjunto de 2018.

Na reação a estes números o Ministério das Finanças quis salientar "a forte dinâmica de investimento (6,4% em termos homólogos), com especial destaque para o aumento de 10,2% do investimento em “outras máquinas e equipamentos”.

Bem como "uma forte dinâmica na criação de emprego (aumento de 2,1% do emprego total e de 2,9% do emprego remunerado, corrigidos de sazonalidade) e na redução do desemprego (queda de 2,1 p.p., menos 110 mil desempregados)."

E acrescenta a equipa do ministro Mário Centeno que este "é o décimo sétimo trimestre consecutivo de crescimento da economia portuguesa, num quadro de maior equilíbrio macroeconómico interno e externo e de consolidação fiscal. Este cenário é o melhor garante de resiliência da economia portuguesa face às exigências macroeconómicas e de provisão sustentável de serviços públicos."

Crescimento do PIB "superior ao europeu"

O Ministério das Finanças destacou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) "foi ligeiramente superior” ao europeu e da zona euro, permitindo a Portugal continuar a "tendência de convergência com a União Europeia".

Em comunicado, o gabinete de Mário Centeno refere que "o crescimento do PIB foi ligeiramente superior ao europeu e à zona euro (2,2% em termos homólogos), permitindo a Portugal prosseguir a tendência de convergência com a União Europeia".