O crescimento económico da China em 2009 deverá rondar os oito por cento, apesar da «complexa e volátil situação» causada pela crise económica global, anunciou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

Wen Jiabao advertiu, contudo, que 2009 será «o ano mais difícil para o desenvolvimento económico da China desde o início do século XXI» e que a crise global «continua a espalhar-se e a piorar».

«Ao projectarmos como objectivo um crescimento do PIB de cerca oito por cento tivemos em consideração as nossas necessidades e capacidades de desenvolvimento sustentado», disse Wen Jiabao na abertura da sessão anual da Assembleia Nacional Popular chinesa (parlamento), escreve a Lusa.

Incertezas aumentaram

«Na China, um país em vias de desenvolvimento com 1.300 milhões de habitantes, é essencial manter um certo nível de crescimento económico para aumentar o emprego, melhorar o nível de vida da população e assegurar a estabilidade social», acrescentou.

Um crescimento de oito por cento representará um abrandamento de um ponto em relação ao ano passado e menos cinco pontos que em 2007.

«O ambiente económico externo tornou-se mais grave e as incertezas aumentaram significativamente. A continua descida do índice de crescimento devido ao impacto da crise financeira global afecta toda a situação», disse Wen Jiabao.

O Governo chinês pretende «fomentar o consumo interno», mantendo o desemprego urbano «abaixo dos 4,6 por cento» (mais 0,4 pontos que em Dezembro passado) e proporcionando um «seguro crescimento» do nível de vida da população.

Wen Jiabao manifestou «plena confiança na capacidade da China para ultrapassar as dificuldades» suscitadas pela crise económica global, nomeadamente «a tendência para o proteccionismo», mas alertou para «alguns problemas institucionais e estruturais que afectam o saudável desenvolvimento» do país.