A cconomia portuguesa cresceu 1,5% no segundo trimestre do ano, em termos homólogos. Os dados do Instituto Nacional de Estatística, publicados esta sexta-feira, revelam ainda que o crescimento em cadeia (relativo ao trimestre anterior) foi de 0,4%.

Para o crescimento hológogo, o INE destaca o contributo positivo da procura interna, refletindo a aceleração do investimento e, em menor grau, do consumo privado. A procura externa líquida registou um contributo negativo significativo para a variação homóloga do PIB, verificando-se uma aceleração das Importações de bens e serviços a um ritmo superior ao das exportações de bens e serviços.

No caso do crescimento em cadeia, o INE observou um contributo positivo da procura interna, enquanto a procura externa líquida contribuiu negativamente.

No caso do crescimento homólogo, a estimativa rápida do INE está em linha com a previsão dos analistas, mas o crescimento em cadeira ficou abaixo do esperado. Os analistas antecipavam uma subida entre 0,5 e 0,6 pontos percentuais do PIB.

Vasco Rosendo, Editor de Economia da TVI, sublinha que Portugal mantêm o ritmo de crescimento, mas este crescimento revela algumas fragilidades. "Há três trimestres que estamos a crescer 0,4%", salienta, acrescentando que os dados mostram que a procura externa não está a contribuir para o crescimento do PIB. Para que Portugal chegasse ao final do ano a crescer 2%, teria de, nos p´roximos trimestres, registar um aumento de 2,5% do PIB.

Na reação do Governo aos números publicados esta sexta-feira pelo INE, o ministro da Economia diz que os dados do crescimento económico não justificam euforia e não são espetaculares. “Mas são sólidos”, sublinhou, acrescentando que há sete trimestres que Portugal está a crescer. 

Portugal ficou acima da média de crescimento da zona euro, que se fixou em 0,3% no segundo trimestre, em relação ao trimestre anterior.

Os dados do Eurostat indicam ainda que, em relação, aos 28 países da união europeia, o crescimento do PIB português manteve-se na média, que foi de 0,4%.

A zona euro registou um crescimento homólogo do Produto Interno Bruto de 1,2%, também este abaixo dos 1,5% registados por Portugal. No caso dos 28, o crescimento homólogo foi de 1,6%, acima do que conseguiu Portugal.