O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, considerou hoje, no Algarve, que os dados do desemprego do segundo trimestre do ano demonstram que a economia portuguesa está a criar cada vez mais emprego.

Taxa de desemprego desce para 13,9% no segundo trimestre

Pedro Mota Soares comentou assim os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados, que apontam para uma taxa de desemprego de 13,9 por cento no segundo trimestre de 2014, o que representa uma queda homóloga de 2,5 pontos percentuais e um recuo de 1,2 pontos face ao trimestre anterior.

«Em primeiro lugar é uma boa notícia para cerca de 90 mil portugueses que, no último ano, encontraram um posto de trabalho. Em segundo lugar é uma boa notícia para Portugal, que chegou a ter uma taxa de desemprego, há pouco mais de um ano, de 17,7 por cento», afirmou Mota Soares, à margem de uma visita à Fundação Irene Rolo, Instituição Particular de Solidariedade Social sedeada em Tavira.

O governante sublinhou que a taxa de desemprego «dos 17 desceu para os 16, dos 16 desceu para os 15, dos 15 desceu para os 14 e hoje, pela primeira vez, há uma taxa de desemprego abaixo dos 14 por cento».

«É um número ainda elevado, mas é um número muito mais próximo da média europeia e acima de tudo muito mais longe de muitos países nossos congéneres da União Europeia que continuam a ter taxas de desemprego muito elevadas», acrescentou.

Pedro Mota Soares disse ainda que, em terceiro lugar, a queda da taxa de desemprego «é uma boa notícia para a economia portuguesa» e é «fruto de muitas reformas estruturais que foram feitas nos últimos anos», que permitiram que a «economia, as empresas, os trabalhadores e os empresários tenham uma nova confiança, uma nova expectativa e, acima de tudo, estejam a conseguir criar mais postos de trabalho em Portugal».

Mota Soares destacou que houve uma subida da população de 0,3 por cento relativamente ao trimestre anterior.

«A população ativa em Portugal cresceu, de acordo com os dados que nós conhecemos. Há portanto mais pessoas neste momento no mercado de trabalho, há mais pessoas que fazem parte da nossa população ativa e isso é fundamental para que a nossa economia possa continuar a crescer», afirmou o ministro do Emprego.

O governante considerou também que «cerca de 90 mil portugueses estão hoje a trabalhar e olham certamente para o futuro com mais confiança», mas os dados hoje divulgados são igualmente importantes «para os portugueses que continuam ainda hoje numa situação de desemprego mas que certamente também conseguem olhar paras estes indicadores com uma confiança renovada de que, também eles, podem regressar mais rapidamente ao mercado de trabalho».