O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou hoje que a «saúde é um pilar estratégico da economia», sublinhando que o setor apresenta o maior crescimento em volume de exportações.

«A saúde é um pilar estratégico da economia, pelo volume das exportações, pelo emprego, pela importância que tem em termos de turismo», frisou o ministro, considerando que «um país que tem uma má saúde, de certeza que tem uma má economia».

Paulo Macedo discursava na primeira edição da iniciativa «Marchas do Empreendedorismo e da Inovação», promovida pelo ministério da Economia, onde Pires de Lima também marcou presença.

Macedo acrescentou que o setor da saúde se tem comportado «como um exportador improvável», constatando que se tem verificado um «crescimento sustentado, nos últimos anos, do volume de exportações, que ultrapassa mil milhões de euros», sendo o setor com maior crescimento «em termos percentuais».

Nesse sentido, esta área assume-se «como motor de desenvolvimento económico substancial, consubstanciado através da criação sustentada de riqueza e de emprego altamente diferenciado», realçou.

Portugal pretende assumir a saúde com «uma dimensão mais económica e mais vasta», com «programas de parcerias», referiu o ministro da saúde, salientando a necessidade de «interligação entre ciência» e o mundo empresarial.

Sobre isto, o ministro da Economia, disse que «Portugal tem todas as condições para continuar a progredir e a crescer numa área do turismo que casa com a área da saúde», sublinhando «a oportunidade de riqueza e de crescimento» gerada pela «contaminação mútua» dos dois setores.

A saúde «é um setor que tem uma ligação direta com outro setor muito importante, que é o do turismo, nomeadamente o do turismo sénior e residencial», observou Pires de Lima, reforçando que o Governo tem «vindo a trabalhar nas várias valências» da área.

A aposta na saúde «é uma aposta estratégica por parte do governo, mas também de outros governos que nos antecederam», continuou o governante, recordando que esta faixa da economia «já vale mais nas exportações do que alguns dos setores mais tradicionais».