O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, admitiu este sábado que Portugal "tem uma situação política de estabilidade" e sublinhou que não se vislumbra "no horizonte próximo" qualquer cenário de crise que possa pôr em causa o Governo.

Julgo que o país tem uma situação política de estabilidade, o Governo goza de maioria no Parlamento, só alguém muito desatento é que consideraria que faltam condições ao Governo de apoio parlamentar que pudesse deixar antever qualquer cenário de crise política", afirmou.

Falando aos jornalistas em Barcelos, à margem de uma reunião com candidatos da coligação PSD-CDS às juntas de freguesia daquele concelho, Passos Coelho reagia assim à entrevista do Presidente da República ao Diário de Notícias, em que Marcelo dá conta de que não gostaria de ser obrigado a dissolver a Assembleia da República.

Não creio que haja no horizonte próximo, quando praticamente metade de legislatura está cumprida, qualquer perspetiva de, da parte do Partido Comunista Português, Bloco de Esquerda ou Partido Socialista, haver uma situação que configure instabilidade", referiu o líder do PSD.

Passos lembrou que o próprio primeiro-ministro já referiu que o Orçamento do Estado para 2018 será "o mais fácil de fazer".

"Dá um sinal de confiança quanto às condições políticas de apoio junto dos partidos que suportam o Governo. Entre esses partidos, tem havido reiterada condição de apoio ao funcionamento do Governo, creio que não vale a pena estarmos a perder tempo a analisar potenciais situações em que a falta de apoio parlamentar pudesse conduzir a uma crise política", rematou.