O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou que a posição conjunta sobre a situação na Ucrânia adotada esta quinta-feira pelos líderes europeus, em Bruxelas, defende de forma clara uma «solução política e diplomática», evitando simples ameaças à Rússia.

«A posição que foi aqui adotada é bastante clara: não pretende fazer uma espécie de escalada de posições que tornem mais difícil obter uma solução que respeite a integridade da Ucrânia, mas deixa uma mensagem muito clara de que a União Europeia está disposta a acompanhar esta situação tirando dela as devidas consequências se essa não for a perspetiva de todas as partes envolvidas no processo», afirmou, à saída de um Conselho Europeu extraordinário sobre a Ucrânia.

Segundo Passos Coelho, «o que é importante é que todas as partes possam sentar-se à mesa, eventualmente com mediação, para chegar a um ponto de resolução amigável, politica e diplomática para este conflito», embora a UE se reserve o direito de rever a sua parceria com Moscovo.

«E essa é a grande perspetiva que sai deste Conselho, julgo eu. Não é tanto uma espécie de sinalização de ameaças para futuro, é sobretudo dizer: «nós estamos dispostos a defender estes princípios no futuro, mas acreditamos que é possível a todas as partes encontrar uma via moderada de resolução dos seus problemas», afirmou.

Esta quinta-feira, a União Europeia suspendeu as negociações para a isenção de vistos com a Rússia, por causa da situação na Ucrânia, anunciou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, em Bruxelas.

O Conselho Europeu extraordinário realizado em Bruxelas decidiu «suspender as discussões bilaterais com a Federação Russa sobre a liberalização de vistos, bem como as do novo acordo de associação», disse Van Rompuy, no final da cimeira líderes da União Europeia convocada para debater a situação na Ucrânia.

As sanções, salientou ainda, poderão «incluir a anulação da próxima cimeira UE/Rússia».