Dia de sol na zona de Santarém para uma manhã dedicada à agricultura. A coligação Portugal à Frente escolheu a Quinta da Alorna, em Almeirim, para provar o branco de uma das empresas que mais exporta no setor dos vinhos e que tem ainda hectares de milho, que uma debulhadora colheu de propósito para os jornalistas filmarem.

Passos Coelho irá explicar dali a umas horas que “a mediatização” de casos de sucesso é também uma responsabilidade de quem anda em campanha na estrada. Afinal, “é preciso promover o que se faz bem”. E vestindo a pele de primeiro-ministro, já no Cadaval, aproveita para promover o que fez o Governo na agricultura nos últimos anos.

Mas ainda antes da curta viagem ao Cadaval, ainda em Benfica do Ribatejo, Passos e Portas sobem à tal debulhadora para cumprimentar quem opera a máquina e voltam à conversa com os gestores da exploração agrícola para saber das exportações para a China, para o Brasil, para a Europa.

Na prova do “branco típico da zona de Almeirim”, o diretor-geral da Quinta da Alorna, Pedro Lufinha, sublinha os tons “exuberantes” e “citrínicos” e Passos Coelho não resiste e bebe logo: “Espera aí Pedro para poder brindar!”, diz-lhe Paulo. O brinde vem depois: “À agricultura, a Portugal, à saúde de todos, e já agora a um bom resultado”, diz Portas.

Com uma garrafa na mão, oferecida pela empresa, um jornalista questiona se a vai guardar para alguma ocasião especial: “Espero ter em breve razões para comemorar”, responde Passos, que vai de seguida para outra exploração agrícola, agora de tomate. É a maior empresa de tomate na Europa e os campos ficam à margem da nacional 118. Com os carros da coligação parados na berma da estrada, e o trânsito congestionado, um automobilista pergunta: “Foi um acidente lá à frente, não foi?” Na comitiva, há logo gargalhadas e uma resposta pronta: “Esperemos que não”!

"Na agricultura, há um antes e um depois de nós termos chegado ao Governo"

No Cadaval, numa adega, Passos e Portas afinaram o discurso contra a política agrícola do anterior executivo socialista e apontaram mesmo baterias ao ex-ministro Jaime Silva pelo nível de "conflitualidade que criou". O elogio rasgado foi para a ministra do CDS e para o trabalho do Executivo nos últimos quatro anos, sobretudo na forma como foi possível "potenciar os fundos europeus".

Dali, a comitiva segue viagem para o almoço-comício de Ourém, atrasado mais de uma hora, já com o centro de negócios cheio. Quando a comitiva chega, já as pessoas tinham almoçado, mas esperavam ainda pela sobremesa e os discursos da praxe.  

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