Não faz cenários pós-eleitorais, nem comenta sondagens. Pedro Passos Coelho recusou este sábado, em Tomar, analisar a hipótese que a sondagem do Expresso deixou em cima da mesa – mais deputados para a coligação, mas com mais votos para o PS – e garantiu que não o faz nem o vai fazer porque “há sondagens todos os dias”.

"Não quero parecer um disco riscado", disse ainda. "Nem sou comentador, não porque não saiba fazer análise política, mas porque essa não é a minha função”.


O primeiro-ministro foi questionado sobre este cenário eleitoral depois de António Costa ter dito que não deixaria passar um orçamento da coligação de direita, caso perca as eleições. Mas Passos Coelho não responde à pergunta inversa.

Questionado pelos jornalistas sobre viabilizaria um orçamento socialista, o candidato da coligação Portugal à Frente seguiu caminho sem responder. E não por falta de tempo, porque logo ali parou para uma entrevista para um órgão regional.

Ainda no comício-almoço, em Ourém, o primeiro-ministro tinha criticado o secretário-geral do PS: “Não podemos deixar passar em claro certo tipo de comportamentos”. Para Passos Coelho, Costa “vai é votar contra Portugal”, ao recusar aprovar um OE para 2016, no Parlamento, caso a coligação ganhe as legislativas de 4 de outubro.