Constança Cunha e Sá defendeu esta quarta-feira no Jornal das 8 da TVI que António José Seguro «vai ser obrigado a convocar um congresso extraordinário» no PS e que se não o fizer estará «morto politicamente».

«Se António José Seguro não fizer um congresso extraordinário vai estar morto politicamente», disse.

A comentadora da TVI defendeu que o líder do PS não pode refugiar-se nos estatutos do partido especialmente depois de ter pedido eleições antecipadas ao Presidente da República.

«Costuma-se dizer que à terceira é de vez e é desta vez que vai ser de facto. Agora o que parece incompreensível para mim é a posição de António José Seguro nesta matéria, parece-me incompreensível que António José Seguro se tente refugiar atrás de uns estatutos que ele próprio blindou para não convocar um congresso extraordinário. Não faz sentido que um partido que pede ao Presidente da República eleições antecipadas depois recuse um congresso extraordinário sobre pretexto que os estatutos permitem ou não permitem. Os estatutos permitem o que for preciso permitir», disse.

Constança Cunha e Sá afirmou ainda que Seguro pode chegar «de gatas» às legislativas. «Aqui é uma questão política e as questões políticas devem-se resolver politicamente e não por arranjos de secretaria. Não faz sentido nenhum haver um arranjo de secretaria a resolver este assunto. Eu acho que António José Seguro vai ser obrigado a marca um congresso extraordinário e quanto mais tempo demorar mais enfraquecido vai ficar. Se não marcar esse congresso chega de gatas às legislativas porque um homem que tem medo de ir a votos no seu partido como é que depois se apresenta a votos no seu país? Não tem a mínima hipótese».

A jornalista da TVI disse ainda que a sondagem da TVI/Intercampus foi a «gota de água» no PS que percebeu que não ia conseguir chegar ao poder. «O PS não conseguiu capitalizar o descontentamento com o Governo», sublinhou.