O comentador da TVI, Paulo Ferreira, elogiou, esta terça-feira, a decisão do Governo alemão em juntar-se à coligação internacional na luta contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Na rubrica "Sobe e Desce" da 21ª Hora da TVI24, Paulo Ferreira teceu elogios, em particular, à chanceler alemã, Angela Merkel, - que colocou a "subir" - por tomar uma decisão que vai contra a opinião pública e que altera a posição mantida pela Alemanha nos últimos anos em relação a conflitos externos.

No mesmo sentido, isto é, também a "subir", está a ex-ministra Maria Lurdes Rodrigues que esta terça-feira viu anulada pelo Tribunal da Relação de Lisboa a sentença que a condenou a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, por prevaricação de titular de cargo político.

A subir: Angela Merkel

“A Alemanha é um gigante económico e político, mas é um pigmeu militar. É assim desde a segunda guerra mundial, pelas razões que se conhecem, e esta decisão de colocar 1.200 soldados ao lado das forças militares da coligação para combater o Estado Islâmico é histórica. (…) É um decisão que não é bem vista pelo povo alemão, que acha que a Alemanha ao participar militarmente numa ação destas fica mais exposta e com maior potencialidade de sofrer ataques terroristas."


“A Alemanha que se colocou de lado quando houve as intervenções no Iraque, onde nunca participou, e que tem participado em ações mais de cariz humanitário fora de portas, (…) coloca esta questão do terrorismo do Estado Islâmico a um nível que não tinha colocado anteriormente outros ataques terroristas.”

A subir: Maria Lurdes Rodrigues

“É claramente uma boa notícia para a ex-ministra da Educação que vem no seguimento daquilo que muita gente considerou uma sentença desproporcionada do tribunal de primeira instância há um ano. (…) Não estou a dizer com isto que Maria Lurdes Rodrigues não terá cometido algum tipo de irregularidade, agora uma questão é uma possível irregularidade ao nível de dinheiros públicos, outra questão é colocar isto ao nível de crime com uma sentença de prisão, com pena suspensa, de três anos e meio.”