Constança Cunha e Sá considera que António Costa iniciou, esta terça-feira, com as declarações que fez à saída do encontro que teve com o Presidente da República, “um caminho que não tem retorno”. Por isso, a comentadora coloca António Costa a subir, na rubrica “Sobe & Desce” da 21ª Hora da TVI24.
 

“Ou de facto António costa avança e consegue este acordo, que era uma coisa inimaginável há três semanas. (…) Ou então não consegue e o PS vai ser obrigado a viabilizar o Governo de Passos Coelho, mas aí António Costa terá de tirar as consequências que não tirou na noite eleitoral e demitir-se.”

 

“António Costa iniciou hoje um caminho de não retorno. Um caminho arriscadíssimo, porque não sabe se vai haver acordo ou não, embora todas as indicações apontem nesse sentido. E é arriscadíssimo porque vamos ver como é que se faz a quadratura do círculo de se ter um Governo que, ao mesmo tempo, cumpre as metas orçamentais e cumpre as metas internacionais (…) e como é que se consegue ao mesmo tempo satisfazer as exigências que têm sido colocadas pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Comunista.”

 
No espaço de comentário da 21ª hora da TVI 24, Constança Cunha e Sá defendeu que, “se o partido Socialista tiver de viabilizar o Governo de Passos Coelho, António Costa não terá condições para o fazer”. “E o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda não podem também nunca mais dizer que foi o PS que escolheu as políticas de Direita”, acrescentou.
 
A descer, a comentadora colocou Pedro Mota Soares, por causa dos números de emprego precário. “Estamos a falar de um aumento de 200% de falsos recibos verdes. Isto mostra a qualidade do emprego que tem sido criado em Portugal nos últimos anos”, considera.  
 

“O Governo fez disso uma das suas bandeiras: o Desemprego está a descer e o emprego está a subir. Este número mostra de facto como é que sobe a taxa de emprego e que tipo de emprego tem sido criado em substituição do outro que se perdeu. É um emprego precário, um emprego ilegal, um emprego mal pago.”

 
“Este emprego que se está a criar são subempregos, são empregos falsos, são empregos precários, empregos que não acrescentam nada”, resumiu.