Constança Cunha e Sá defendeu esta terça-feira que Passos Coelho mudou de estratégia no caso das dívidas à Segurança Social, usando agora a «vitimização». A comentadora da TVI lembrou ainda que vários ministros abandonaram os cargos «por muito menos».

«Ele hoje mudou de estratégia. Ontem apareceu a dizer que desconhecia a lei, que não fazia ideia de que tinha de pagar à segurança social, o que é no mínimo estranho, que teve conhecimento disso em 2012, mas que não pagou, porque achava que era melhor pagar depois de sair do Governo, e hoje elaborou uma estratégia diferente, de vitimização, de contra-ataque, disse que era um ataque pessoal, não é um ataque pessoal», disse.


A comentadora da TVI recusou também que isto seja «um ataque pessoal» ao primeiro-ministro ou uma «cabala».

«Infelizmente ele não tem razão e não há aqui nenhum ataque pessoal, porque é evidente que ele não pode considerar como um caso do foro da vida privada dele, o facto de ter estado cinco anos sem pagar a contribuição para a Segurança Social», disse.


Constança Cunha e Sá sublinha ainda que Passos Coelho «puxou ainda para a questão política», como se fosse «uma cabala política» da oposição.

«No fundo, de certa forma, colou o Partido Socialista à divulgação destes dado», disse.


A comentadora da TVI lembrou ainda que «por muito menos demitiram-se ministros pela Europa inteira em relação a casos destes, e mesmo em Portugal, se te lembrares, António Vitorino saiu por causa de uma questão da SISA, de um monte no Alentejo, por uma questão muito mais insignificante. Murteira Nabo, também».

Constança Cunha e Sá lembra ainda que pela primeira vez o primeiro-ministro e o PSD trazem o caso José Sócrates para o «debato político», depois de terem dito que «não o fariam».