David Dinis considera que o secretário-geral do PS, António Costa, “não tem vontade de iniciar uma conversa com o PSD com vista à formação de um novo governo.  Na TVI24, o comentador afirma que, pelo contrário, já à sua esquerda, o Partido Partido Socialista apresenta maior abertura para chegar a acordo.

O Partido Socialista  “discute questões técnicas com PCP e o Bloco de Esquerda, mas não toma a mesma iniciativa com o PSD", explica David Dinis.

Por outro lado, o comentador sublinha que “António Costa já disse que, juntamente com a esquerda, está a tratar de algo para quatro anos, já com a direita está apenas disponível para viabilizar o programa e o primeiro Orçamento do Estado”.

O comentador questiona a boa-fé do PS, perguntando: “Se o Partido Socialista está de boa-fé, porque não faz essa discussão também com o PSD?”.

Sobre Passos Coelho, David Dinis afirma que a intenção de dialogar com o PS é visível, porque que a carta apresentada aos socialistas “foi razoavelmente aberta”, manifestando interesse em “discutir qualquer medida desde que as metas orçamentais sejam cumpridas”.

Sobre o posicionamento de António Costa, reconhece que “é legítima a intenção de negociar com a esquerda, mas ainda tem um longo caminho a fazer” porque, por exemplo, as “intenções do PCP ainda não são claras”. David Dinis alerta para as possíveis reações de “Bruxelas e dos investidores” sobre um possível bloco de partidos da esquerda no Parlamento.

Em relação a ganhos e a perdas, David Dinis volta a perguntar: “o que tem mais custos para o programa de Mário Centeno, negociar com a esquerda ou com a direita? E com quem terá mais ganhos?”.

A concluír, o comentador alerta que, no caso de uma aliança à esquerda, o Partido Socialista pode ficar "muito dependente” do PCP e do Bloco de Esquerda.