Esta sexta-feira, na TVI24, João Semedo afirmou temer que a crise no Grupo Espírito Santo tenha um efeito dominó no mercado financeiro português.

«A troika acabou de sair, acabou o programa há muito pouco tempo e, não tinha passado um mês, verifica-se este estrondo monumental no Banco Espírito Santo. (...) Quando se reconhece que ontem houve um efeito dominó provocado pelo BES junto de algumas praças financeiras europeias e mundiais, nós temos razões para perguntar quando é que vai começar o efeito dominó no mercado financeiro nacional», questionou o bloquista João Semedo.

Na rúbrica «Cara a Cara», do programa «Política Mesmo», o centrista Nuno Melo, por seu turno, destacou que houve um melhor acompanhamento pelo banco de Portugal neste caso quando comparado com o processo BPN. «Hoje noto uma diferença enorme na supervisão no que tem que ver com o BES, relativamente à supervisão do BPN», considerou. João Semedo não partilha desta opinião e acha que o Banco de Portugal tem sido passivo face à crise: «Cada dia que passa o caso BES

fica mais parecido com o BPN».