Marcelo Rebelo de Sousa considera que Santana Lopes teve de fazer “uma escolha difícil”, entre o cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o tempo para a família e o “perfil presidencial” que defende, e a decisão de não se candidatar a Belém.
 

“Os eventuais candidatos do centro-direita terão exatamente mesmas dificuldades , com outros projetos de vida, com as suas respetivas famílias e com a conceção que têm acerca do papel do Presidente. Hão de ponderar e decidir em tempo oportuno”.


Marcelo não quis especificar sobre a sua própria ponderação e elogiou ainda Santana por ter sido "persuasivo" na sua explicação.

O comentador da TVI referiu-se também às declarações de Paulo Rangel na Universidade de Verão do PSD, considerando que “meter Sócrates na campanha é um risco para o PSD”.
 

“Se Sócrates sair e fizer declarações, é uma coisa. Outra é ser a coligação a levantar a questão. Porque isto une o PS e legitima a tese de Sócrates de vitimização partidária.”


Marcelo Rebelo de Sousa comentou ainda as declarações de Maria Luís Albuquerque sobre a devolução da sobretaxa do IRS, considerando que a ministra das Finanças “está a começar a ficar política”, porque isto foi, “obviamente, campanha eleitoral”.