Diogo Feio, vice-presidente do CDS-PP, defendeu o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. No «Política Mesmo» desta noite, Diogo Feio disse mesmo que «poria as mãos no fogo» por Paulo Núncio.

«É daquelas pessoas por quem, se me dizem uma coisa eu poria as mãos no fogo sem medo de me queimar. Quero que isto fique aqui muito claro», afirmou Diogo Feio.


Já António Filipe, do PCP, diz que é inaceitável que o secretário de Estado permaneça em funções depois de ser conhecida a lista VIP das Finanças.

«O que aconteceu foi que o Governo, seja por razão for, primeiro mostra que se passam coisas gravíssimas sob sua tutela e que, das duas uma, ou são do seu conhecimento ou não são. Em qualquer circunstância é muito grave. É inaceitável que perante uma coisa desta magnitude os membros do governo responsáveis digam "olha, nós nem sabíamos de nada e portanto não temos culpa nenhuma disto" e ninguém assume responsabilidades. Porque de facto, está-se a criar uma situação neste país que, perante os cidadãos, é de certa forma irrespirável. Não há responsabilidade política de ninguém, aconteça o que acontecer», afirmou António Filipe.


Diogo Feio afirmou ainda que, «no plano político, estamos perante uma nova fase». 

«Lembro a fase de Pires de Lima, também sobre aspetos tributários, das taxas e taxinhas. Agora entramos na fase de casos e casinhos. Aquilo que eu infelizmente espero é que vamos andar assim durante os próximos seis meses», concluiu.