O eurodeputado do PSD Paulo Rangel considera que Alexis Tsipras pode ser um novo Fidel Castro e a a Grécia uma nova «Cuba», afirmando que a vitória do Syriza nas eleições deste domingo pode ser perigosa para a Europa.
 
«[A eleição do Syriza] vai acabar por ser má para a Grécia, para a Europa, perigosa até. Os que acham que Putin não respeita os direitos humanos (…) têm como seu herói atual da política europeia um aliado de Putin. Ele chega a primeiro-ministro e a primeira coisa que faz é receber o embaixador russo e dizer que não concorda com a política que está a ser seguida face à Ucrânia. Para mim é um Fidel Castro, e nós sabemos o que é Cuba, que começou assim também».
 
A vitória «histórica» do partido de esquerda radical «Syriza» foi o tema de debate do programa «Prova dos 9» da TVI24, onde também o eurodeputado socialista Francisco Assis criticou os primeiros passos do partido grego, a começar pela coligação com o partido «Gregos Independentes».
 
«Acho que os primeiros passos [do novo governo] foram muito negativos por uma razão muito simples: esta coligação é a pior possível, porque envolve dois partidos muito radicais. Teria sido mais vantajoso para o Syriza um entendimento com o partido de centro-esquerda [To Potami], (…) [que iria permitir] ao Governo aparecer junto dos seus parceiros europeus e junto das instituições com (…) a possibilidade de negociar alterações».

Já José Manuel Pureza considera que esta era a coligação possível e a mais forte para confrontar Bruxelas com as políticas de austeridade.
 
«Não tendo o Syriza conseguido maioria absoluta precisava de formar um governo que fosse o mais forte possível. Creio que esta coligação, que é contraditória em muitos assuntos, mas que é convergente num assunto essencial que é a defesa da reestruturação da dívida e de uma [política] anti-austeridade, deve ser compreendida neste ponto».