Jornal das 8TVI

 

O valor corresponde à parte do diferencial entre o que o Estado injetou no Novo Banco (4,9 mil milhões de euros) e o que os chineses da Anbang estão dispostos a pagar pelo banco (3 mil milhões), ou seja, dois mil milhões de euros.

 

“Os contribuintes vão ser chamados a pagar um quarto desse valor, porque a Caixa Geral de Depósitos detém cerca de um quarto do mercado bancário. (…) Essa fatia da Caixa geral de Depósitos é uma fatia que nos cabe a nós contribuintes e que, mais cedo ou mais tarde, vamos ter de pagar. Se estivermos a falar de um diferencial de dois mil milhões, 500 milhões são da Caixa Geral de Depósitos, que os contribuintes vão ter de pagar.”

Outra questão levantada prende-se com o impacto que o negócio terá no valor do défice: “A contabilização deste mecanismo nas contas de cada Estado ainda está por decidir. Vai haver, depois desta operação fechado, conversas entre o ministério das Finanças e Bruxelas para se decidir de que forma este valor será contabilizado no défice.”

 

O jornalista lembra ainda que “é difícil saber em que ano será contabilizado”.