O último dia do mês de agosto fica marcado pelo impasse em torno do negócio da venda do Novo Banco e pelas perguntas sobre quem pagará os prejuízos gerados pelo negócio. O jornalista Paulo Ferreira considerou, no Jornal das 8 da TVI, que dificilmente os contribuintes portugueses se livram de pagar 500 milhões de euros.
 
O valor corresponde à parte do diferencial entre o que o Estado injetou no Novo Banco (4,9 mil milhões de euros) e o que os chineses da Anbang estão dispostos a pagar pelo banco (3 mil milhões), ou seja, dois mil milhões de euros.
 

“Os contribuintes vão ser chamados a pagar um quarto desse valor, porque a Caixa Geral de Depósitos detém cerca de um quarto do mercado bancário. (…) Essa fatia da Caixa geral de Depósitos é uma fatia que nos cabe a nós contribuintes e que, mais cedo ou mais tarde, vamos ter de pagar. Se estivermos a falar de um diferencial de dois mil milhões, 500 milhões são da Caixa Geral de Depósitos, que os contribuintes vão ter de pagar.”

 
Outra questão levantada prende-se com o impacto que o negócio terá no valor do défice: “A contabilização deste mecanismo nas contas de cada Estado ainda está por decidir. Vai haver, depois desta operação fechado, conversas entre o ministério das Finanças e Bruxelas para se decidir de que forma este valor será contabilizado no défice.”
 
O jornalista lembra ainda que “é difícil saber em que ano será contabilizado”.