O comentador da TVI24, Fernando Medina, considera que as eleições legislativas do próximo domingo se resumem “à escolha de Pedro Passos Coelho e António Costa para primeiro-ministro do país”.

No programa “Cara, Caso, Conta”, da TVI24, o comentador afirmou que “nos últimos três dias da campanha” vai acontecer “intensificação da polarização e da bipolarização entre Pedro Passos Coelho e António Costa”.

“E creio que [nos últimos três dias de campanha] vai ser introduzido, e ganhar força o tempo todo, uma estabilidade governativa, isto é, qual dos dois conseguirá assegurar maior estabilidade governativa”.


Para Fernando Medina, a pergunta chave será “qual dos dois terá melhores condições para assegurar essa estabilidade”, uma vez que “esse vai ser um tema que estará introduzido e será central nestes últimos dias de campanha”. 

Para o comentador, o caso da semana é Lisboa ser palco do Web Summit, que Fernando Medina considerou "um grande feito" e revelou mesmo que "uma das razões fundamentais" para que o evento aconteça em Portugal é a aposta do país nas start-ups, lembrando que "o sistema empreendedor de Lisboa já conta com mais de 350 empresas que geraram milhares de postos de trabalho".

Já o caso da Parvalorem foi eleito por Fernando Medina como a conta da semana, por se começar a tornar "uma marca negativa deste governo relativamente à gestão da informação".

CARA

“Vamos ver os argumentos de parte a parte. Creio que António Costa vai usar fundamentalmente três argumentos. O primeiro é o da moderação da sua proposta política. O segundo argumento que António Costa vai usar é o da história do PS. O terceiro argumento será seguramente a sua história pessoal”. Quanto a Passos, “a situação ainda não é muito clara, do ponto de vista do argumento, porque Pedro Passos Coelho, na semana passada, ensaiou o argumento da maioria absoluta e da necessidade da maioria absoluta. Entretanto abandonou essa linha e tem tentado a conquista dos eleitores na base de dois argumentos fundamentais, contraditórios entre si. Argumentando às segundas, quartas e sextas que António Costa se prepara para uma coligação à esquerda e Paulo Portas tem feito o contrário: com o PS na governação virão os liberais de Mário Centeno fazer os cortes nas pensões que ele próprio não acha possíveis”. 



CASO

“Web Summit é no fundo um dos maiores eventos mundiais em tecnologias de informação, de internet, que irá reunir aqui em Lisboa, dezenas de milhares daquilo que é a comunidade mais vibrante ao nível das tecnologias da informação, seja ao nível das empresas, seja ao nível das universidades, seja ao nível dos jovens investigadores, seja ao nível dos empreendedores. Foi um grande feito que foi conseguido. Lisboa é escolhida em detrimento de cidades como Paris, Amesterdão. É precisamente não só as infraestruturas, mas também o ambiente empreendedor que Lisboa hoje já tem, fruto das suas universidades, do seu dinamismo, dos seus jovens, dos seus jovens empreendedores. 



CONTA

“O caso parece que é mais que sintomático e começa a ser uma marca negativa deste governo relativamente à gestão da informação. Acho que é natural que um governo, que um partido, numa campanha eleitoral, tente desvalorizar os aspetos negativos e valorizar os aspetos positivos. Mas acho que também há limites. E acho que há limites sobre a verdade e sobre a substância dos dados e sobre as informações que se transmitem.”