O comentador da TVI, António Costa, considera que a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ultrapassou as suas funções como membro do Governo quando sugeriu, enquanto secretária de Estado do Tesouro, que a empresa Parvalorem - empresa pública que ficou a gerir os ativos de má qualidade do antigo Banco Português de Negócios - revisse as suas contas de forma a que estas revelassem um cenário de perdas menos pessimista.

António Costa diz que a ministra agiu como se “fosse gestora da empresa”, e não como membro do Governo.

Na rubrica “ Sobe e Desce” da 21ª Hora da TVI24, António Costa deu, pelo contrário, nota positiva ao líder da coligação Portugal à Frente, e primeiro-ministro, por conseguir aumentar a vantagem sobre o PS, numa altura em que surge este caso da Parvalorem e se regista uma subida do desemprego.
 
A subir: Pedro Passos Coelho

“Pedro Passos Coelho entra nesta fase decisiva da campanha a aumentar a vantagem face ao PS. Esta semana já se percebeu que Passos Coelho vai falar pouco, vai sobretudo mostrar empresas, como fez hoje, que são um sucesso e espelham o que é a lógica e o discurso político da coligação. [Vai] tentar falar o menos possível para não cometer erros, o que está a ‘pagar’ , porque o PS não está a conseguir capitalizar os casos da Parvalorem e da subida do desemprego [e inverter essa vantagem] ”.

 
A descer: Maria Luís Albuquerque

“O problema da intervenção de Maria Luís Albuquerque, além do embaraço ao primeiro-ministro e ao Governo nesta fase de campanha – onde qualquer ‘escorregadela’ pode ser perigosa – revela um padrão de intervenção da [ministra]. (…) Maria Luís ultrapassou o que deve ser a função de ministra ou de uma secretária de Estado, de representante de um acionista numa empresa pública, (…) fez uma intervenção como se fosse gestora da empresa.”