Constança Cunha e Sá criticou, esta quarta-feira, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, por esta se recusar a admitir que o adiamento da venda do Novo Banco (NB) vai acabar por trazer custos para os contribuintes portugueses, quando até a Comissão Europeia admite esse cenário.

Na rubrica “ Sobe e Desce” da 21ª Hora, Cunha e Sá disse que a ministra das Finanças, o Governo e o governador do Banco de Portugal, estão a ficar isolados neste discurso, e que é cada vez mais “evidente” que vão ser os portugueses a “arcar” com os custos do NB.

No sentido oposto, - a subir - está Julen Lopetegui, o treinador do FC Porto que ontem conseguiu uma importante vitória na Liga dos Campeões, frente ao Chelsea de José Mourinho.
 
A subir: Julen Lopetegui

“Lopetegui teve ontem uma vitória importantíssima na Liga dos Campeões, contra o Chelsea de José Mourinho. O Chelsea era visto como um favorito, apesar da época muito má [que a equipa está a passar], [e] foi fundamental para o Porto ganhar estes pontos para se recolocar em cena no grupo”.

 
A descer: Maria Luís Albuquerque

“[Tanto] Maria Luís Albuquerque, como Passos Coelho, como o Governador do Banco de Portugal têm insistido, desde há um ano, que não ia haver qualquer custo para os contribuintes. Começa-se a perceber que o Governo está completamente isolado nesta matéria. (…) É cada vez mais evidente que os contribuintes, não só através da Caixa geral de Depósitos, vão arcar, exatamente, com o prejuízo do Novo Banco. Penso que este adiamento teve, aliás, razões eleitorais, é evidente que não convinha neste momento ao Governo vender mal e explicar que ao vender mais tarde, ainda vai vender pior”.