Medina Carreira afirmou esta segunda-feira no programa «Olhos nos Olhos» da TVI24 que as finanças públicas do país não estão nada longe de «um grande sarilho» e que isso é a «maior ameaça» para o futuro do país e, em ano eleitoral, o maior desafio para o próximo governo.

«A ameaça é sempre a mesma: temos um Estado que não é sustentável e um sarilho financeiro é a coisa mais simples do mundo. Não estamos longe de um grande sarilho porque a despesa publica não foi controlada. Isto tudo está preso por arames. »


O comentador da TVI24 sublinhou que «agora isto está tudo apaziguado por causa do caminho para as eleições», mas o problema surgirá novamente «quando chegar a altura do próximo orçamento», que este ano coincide com o período eleitoral.

Em relação às próximas políticas para o país e às medidas de austeridade o comentador não tem dúvidas.

«Para não termos austeridade temos de ter dinheiro. Mas onde vão buscar o dinheiro?»


Mais, Medina Carreira sublinhou que o Governo devia explicar a situação do país aos portugueses e os progressos feitos até aqui.

«O Governo devia explicar como o país estava e o que aconteceu. [...] Nenhum governo explicou ate hoje como isto está, como isto evoluiu e como isto vai estar.»


O programa desta segunda-feira contou com a presença de António Barreto e abordou ainda o sistema político-partidário português e, em particular, o sistema parlamentar. Para António Barreto este sistema «nunca deu privilégio à liberdade e independência dos deputados».

«O sistema parlamentar português nunca deu privilégio à liberdade e a independência dos deputados. Há um sistema de responsabilização pessoal, de falta de independência dos deputados. [...] Se um deputado quer votar contra fica logo na berlinda. Chega a haver processos internos contra o deputado que teve uma ideia contra os outros.»


Sobre o parlamento português Medina Carreira foi mais longe.

«Aquilo é 90% forjado», disse.