Por: Redacção | 3- 9- 2010 0: 27
Marques Mendes regressou de férias para a análise habitual da actualidade, às quintas-feiras, na TVI24. O comentador falou
sobre o Orçamento do Estado, da prescrição de dívidas às Finanças, das presidenciais e da reentré de CDS e BE. A polémica
em torno da selecção futebol também não passou ao lado da análise.
Sobre o primeiro destes temas, Marques Mendes disse
que «é fundamental que o orçamento seja aprovado». Caso não aconteça, a probabilidade do Executivo cair e a convocação de
novas eleições deixaria o país «mais de meio ano sem Governo e praticamente um ano sem orçamento».
Para o comentador,
«seria bom que os partidos, todos eles, e o Governo, que tanto falam de interesse nacional, percebessem que o interesse nacional
passa por aprovar o Orçamento do Estado».
Relativamente à divulgação de um relatório da Inspecção Geral de Finanças
sobre a prescrição de dívidas às Finanças, Marques Mendes confessou-se «chocado». «Houve 130 mil processos de dívidas ao fisco
que prescreveram porque o Estado durante o prazo legal não agiu», sublinhou, questionando: «A culpa vai morrer solteira?».
Sobre
a pré-campanha das presidenciais, começou por falar do candidato apoiado pelo PCP, Francisco Lopes, dizendo acreditar que
será uma candidatura para levar «até ao fim».
Depois, defendeu que, com quatro candidatos de esquerda, «é difícil
encontrar numas eleições destas uma divisão da esquerda tão forte, tão profunda e tão acentuada» e que esta divisão «acentuou-se»
ainda mais «com a candidatura do PCP».
Sobre Manuel Alegre, Marques Mendes sublinhou que «há cinco anos foi um candidato
com novidade». Mas isso alterou-se. «Era uma espécie de candidato anti-sistema. Hoje é uma espécie de candidato da situação».
Já em relação a Cavaco Silva, o comentador acredita que «vai ser candidato». «A minha convicção é que vai anunciar
a sua candidatura entre meados de Outubro e o fim do mês de Outubro». Marques Mendes frisou que «Cavaco Silva está a colocar-se
acima dos partidos» e que isso «viu-se nas declarações sobre o orçamento e sobre a revisão constitucional».
O tema
que se seguiu foi o das reentrés políticas do CDS-PP e do BE, os dois únicos partidos a reiniciaram oficialmente o ano político
até agora.
Sobre o discurso de Paulo Portas, o comentador elogiou-lhe «o plano de crítica ao Governo» mas também
o das «propostas». Contudo, disse que lhe pareceu «mal a ideia de um referendo sobre as questões da segurança ou da justiça»,
dizendo que referendar sobre estes temas é um «acto de demagogia» e de «populismo».
Já em relação ao discurso de
Francisco Louçã, Marques Mendes disse que ficou surpreendido. «Surpreendeu-me muito que ele não tivesse dado primazia no seu
discurso ao desemprego, à crise, ao orçamento e aos impostos. Qual foi a questão chave do seu discurso? Foi as eleições presidenciais».
Para o comentador, esta tónica do coordenador bloquista deve-se a «um estado de necessidade» interna, por haver
«muita gente no Bloco de Esquerda que discorda de Francisco Louçã por causa do apoio a Manuel Alegre».
No habitual
«mais e menos da semana», Marques Mendes deu nota positiva ao deputado socialista Vera Jardim pelo trabalho que desempenhou
na Assembleia da República no sentido de se «aprovar em Julho um conjunto de leis» de «combate à corrupção».
A nota
negativa da semana recaiu sobre o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, mas também com muitas críticas
ao secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, e ao seleccionador, Carlos Queiroz.
«O maior responsável de
toda esta novela é o doutor Gilberto Madaíl. Vamos começar o apuramento para o campeonato da Europa, mas não temos seleccionador.
Deve ser caso único na Europa e no mundo. E o que faz o presidente da Federação? Nada, lava as mãos», apontou Marques Mendes.
Programação - Semana de 13 de Fevereiro a 19 de Fevereiro
Discurso DirectoPrograma onde o que conta é a palavra do cidadão.
Olhos nos OlhosA análise semanal de Medina Carreira.
Observatório do Mundo «A marcha dos jovens contra o aborto», hoje à noite.