Marcelo Rebelo de Sousa criticou a ministra das Finanças durante o seu comentário semanal na TVI.

"A ministra das Finanças é tão competente a governar quanto é incompetente a falar", começou por afirmar o comentador da TVI, acrescentando que, "todos os meses", Maria Luís Albuquerque dá "um pontapé na cabeça da coligação".


Marcelo Rebelo de Sousa referia-se às declarações proferidas por Maria Luís Albuquerque na noite de sábado, em Ovar, num evento promovido pela JSD, sobre a possibilidade de um novo corte nas pensões que já estão em pagamento.

"Porque estava com os jovens achou que dizer aos jovens 'epá, vocês não vão pagar de forma ilimitada a fatura por conta dos velhinhos' e se for preciso para a sustentabilidade da Segurança Social, em última análise, recorre-se aos cortes", comentou o ex-líder do PS, dizendo que "isto dito naquele contexto, transferido cá para fora, significa 'eu vou cortar, está no nosso programa cortar as pensões'".


Para Marcelo, "o grande problema no futuro político" da ministra é que esta "tem de arranjar uma maneira de falar como age e não de agir como fala".

"Isto vai demorar agora dois a três dias para o primeiro-ministro vir dizer 'não, ela tem toda a razão porque o que estava a dizer era se for necessário para a sustentabilidade nós honestamente e criteriosamente defenderemos isso e tal'. O que os pensionistas ouvem é: 'queres ver que vão cortar? Eles tinham dito que não, que iam aliviar'", concluiu.

MAI está a dar muito má impressão do Governo

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ainda que a ministra da Administração Interna dá muito má impressão do Governo, quando a poucos meses do final da legislatura, ainda não decidiu se aceita o estatuto das forças policiais. 

"Uma Ministra que chega a um Ministério com o mesmo primeiro-ministro, com os mesmo secretários de Estado, e que vem dizer o contrário ou, aparentemente, desdizer o que o seu antecessor tinha feito, a quatro meses e meio do fim do Governo e ainda não saber se aceita ou não o estatuto das Forças Policiais dá muito má impressão do Governo", considerou.


O comentador falou ainda sobre o Partido Socialista e considerou que o discurso de António Costa e falta de equipa são os "pontos fracos" dos socialistas.

"No PS, ponto forte: o programa ao centro, com várias coisas que podiam ser PSD/CDS e, naturalmente, uma preocupação social que o programa dos economistas não tinha. Pontos fracos: o discurso de Costa - tem de ser um discurso de aproximação - e a falta de equipa. António Costa faz tudo. Esse é um ponto fraco na minha opinião", reiterou Marcelo.