Marcelo Rebelo de Sousa considera que a greve na TAP é um braço de ferro político partidário que nesta altura está a pender mais para o lado do Governo. Ideia foi defendida pelo comentador da TVI este domingo à noite, no seu espaço habitual, no Jornal das 8.

O comentador considera que o Governo não podia negociar com os pilotos matérias essenciais porque está "atado pelas condições da privatização”. Não o pode fazer sem por em causa “a privatização da TAP”.

Marcelo Rebelo de Sousa acredita que o sindicato “jogou em força” na esperança de que com “uma grande adesão pudesse questionar a privatização”. E o Governo ”jogou em força no sentido de segurar a privatização”.

Por isso mesmo, considera que “isto está mais para o lado do Governo e da privatização do que para o lado dos pilotos”.


Em Relação às eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa considera que Sampaio da Nóvoa é um candidato forte e que pode reunir o apoio de toda a esquerda logo na primeira volta. " Sampaio da Nóvoa pode, logo na primeira volta, congregar voto das esquerdas", afirma.

O comentador da TVI diz que a candidatura de Sampaio da Nóvoa provocou mesmo uma mudança no acordo de coligação PSD/CDS para apoiarem um candidato ainda antes das eleições legislativas. E Marcelo Rebelo de Sousa considera que o candidato natural do centro direito é Rui Rio.