Marcelo Rebelo de Sousa diz que, não havendo António Guterres na corrida a Belém, seria suicida o Partido Socialista avançar com o apoio a qualquer outro nome contra António Sampaio da Nóvoa. Para o comentador da TVI, o secretário-geral do PS, António Costa, não tem alternativa em termos de apoio a uma candidatura presidencial.
 

«Começa a ficar claro que não há alternativa no PS a um apoio a Sampaio da Nóvoa», disse Marcelo Rebelo de Sousa, no espaço de comentário no «Jornal das 8» da TVI.

«Se o melhor – Guterres – não pode ser, se Jaime Gama não pode ser, se Vitorino provavelmente não pode ser, para quê andar à procura de um outro quando Sampaio da Nóvoa aparentemente se vai lançar dia 28 ou 29 de Abril?», perguntou o comentador.


Ainda no que diz respeito às eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa criticou o excesso de otimismo à direita.

«Ao contrário daqueles que andaram a dizer que a direita devia abrir champagne (…), eu discordo completamente disso. Acho que não estão a ver o filme. Um dos problemas da direita portuguesa hoje é que não está a ver o filme: vê para o dia seguinte e não vê para daqui a oito meses», alertou o antigo presidente do PSD.


Para Marcelo Rebelo de Sousa, o filme é que «o PS não deu ainda apoio, nem negociou nada previamente à candidatura [de Sampaio da Nóvoa], mas Sampaio da Nóvoa esteve em Vila Franca de Xira convidado pelo PS, hoje Carlos César (…) fez o elogio de Sampaio da Nóvoa. Portanto, o PS no contexto de não ter outro candidato, só se fosse suicida, é que avançava com uma Maria de Belém (…) ou outro nome assim parecido contra Sampaio da Nóvoa».
 

«Vitória do PSD sem o CDS nas legislativas é conto para crianças»

 
Já em matéria de eleições legislativas, Marcelo Rebelo de Sousa diz que não haver coligação PSD/CDS-PP é o assumir de uma derrota. O comentador da TVI criticou duramente os dirigentes do PSD que ainda acreditam que o partido sozinho pode vencer as legislativas.

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Para Marcelo Rebelo de Sousa, «angústias metafísicas de sondagens sobre se o PSD pode ou não avançar sozinho, isto não existe. É um conto de crianças, como diria o primeiro-ministro».


O antigo presidente do PSD defendeu que a direita portuguesa tem de «ter os pés na realidade» e, para isso, tem de voltar apostar numa coligação. Marcelo Rebelo de Sousa apontou até os ingredientes para uma campanha bem-sucedida: «Tem que ser um casamento feito a tempo, com cara feliz, com substância, motivador e mobilizador».
 

«Se não tem havido memorando, era uma catástrofe nacional»

 
Outro dos temas abordados por Marcelo Rebelo de Sousa foi o da austeridade. Numa altura em que passam quatro anos sobre o pedido de ajuda externa feito pelo Governo de José Sócrates, o comentador da TVI defendeu que sem memorando da troika, teria havido uma catástrofe no país.

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«Prefiro mil vezes não estar à beira da bancarrota do que estar à beira da bancarrota como estávamos. Em alguns aspetos, podemos dizer que a situação ainda está má. Agora, o que é facto, é que naquela ocasião estávamos com os mercados fechados, estávamos com as finanças falidas e, sobretudo, o que se ia passar a seguir se não tem havido um memorando era uma catástrofe nacional», afirmou o comentador, em jeito de balanço.