«O pedido de desculpas tem lógica. Não basta o pagamento voluntário. As pessoas gostam de ver nos políticos um exemplo de consistência ao longo da carreira».



«Esteve muito mal ao afastar-se da estratégica do PSD de não misturar este caso com o debate político. E pronunciou-se numa questão em que há presunção de inocência. Mas Sócrates também reagiu excessivamente».



«Cavaco teve de reconhecer uma coisa que é sua responsabilidade. Quando diz que há um cheiro pré-eleitoral, a responsabilidade é sua, que não quis marcar eleições mais cedo, e mal. Agora não pode queixar-se do clima que existe e da dificuldade de fazer consenso entre partidos com esta polémica tão longa».



«Em rigor, não devia ter-se pronunciado sobre este caso nesta fase, foi prematuro. Que tenha cuidado para não repetir muitas intervenções que acabem por esvaziar e enfraquecer o papel do Presidente num momento muito sensível da política portuguesa».