a sondagem da TVI, Público e TSF

"Os portugueses querem esmagadoramente uma maioria absoluta, é óbvio que se está longe da maioria absoluta."

E no caso deste cenário se confirmar, Marcelo Rebelo de Sousa destaca a preferência dos portugueses por um bloco central e, em segundo lugar, por um governo de esquerda muito próximo deste bloco.

"Se não houver maioria absoluta o que preferem? Um bloco central, mas com um governo de esquerda muito próximo do bloco central. Não me lembro de haver 33% a defender um governo de esquerda para 36% a defender um bloco central alargado ao CDS."

O comentador da TVI lembrou que "as sondagens valem o que valem". Porém, e a cerca de três meses das eleições legislativas, o PS ganha, no seu entender, uma dinâmica de vitória.

"Há ideia de que o PS vai vencer e há uma nova dinâmica a favor do PS, desfavorável à coligação."

Quem terá a vida dificultada, na opinião de Marcelo, é Cavaco Silva, que sem uma maioria absoluta terá de compor um bloco central "de composição muito complexa".

"Obriga Cavaco Silva a um trabalho muito difícil que é tentar compor um bloco central de composição muito complexa."

"Com um resultado destes, Passos saía logo a seguir."

debate do Estado da Naçãomudança no discurso do PS

"Houve uma coisa nova, foi pegar exemplos da vida concreta e isso pode marcar a campanha eleitoral. Isto é o regresso à ideia de terreno, à política das pessoas e do concreto, o que vai obrigar a coligação a fazer a transposição do discurso de 'os números são melhores', isto é, da macroeconomia para a microsociedade, a vida das pessoas com nomes concretos."