Marcelo Rebelo e Sousa comentou, este domingo, no «Jornal das 8» que a ministra das Finanças «não teve lógica» quando explicou as razões para desconhecer a existência da Lista VIP. 

«Um ministro e um secretário de estado não tem de saber tudo o que se passa nos seus ministérios, mas isto não é qualquer coisa, é muito importante», começou por dizer o comentador da TVI.


Marcelo referiu ainda que «não têm de saber se o A funciona melhor, ou aquele pior», mas que têm de saber «das consequências do acesso a elementos fiscais do Presidente da República, do primeiro-ministro, do vice-primeiro-ministro».

«Tem de saber. Isso não é irrelevante. Como têm de saber se está ou não em preparação um sistema de controlo e qual é a amplitude desse sistema de controlo e as suas consequências em termos de base de dados e direitos das pessoas. Não é peanuts», afirmou o comentador da TVI.


«Não há outro caminho que não a coligação»

Sobre as próximas legislativas, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que, apesar da vitória do PSD este domingo na Madeira, o Partido Social Democrata deve apelar a uma maioria absoluta para as legislativas.

«A nível nacional, o PSD não tem outro caminho que não seja a coligação com o CDS. E que este resultado da Madeira, sendo embora um resultado muito bom para o PSD, mostra que o CDS conseguiu, num sítio muito difícil, ser a segunda força», afirmou o professor.


Já sobre a saída de «cena» de Alberto João Jardim, o comentador da TVI, diz que se encerra um ciclo, mas que Jardim vai manter-se ativo na vida política nacional.

«É um animal político e da política. Gosta de fazer política, toda a vida fez política, praticamente não fez mais nada senão política. Portanto, pedir a este homem “agora você feche-se a si mesmo num quarto para não fazer política”», afirmou o comentador, acrescentando que Jardim « vai andar por aí».

«Mas também tem de saber andar por aí», frisou.

«Respondeu como que amuado»

Marcelo Rebelo de Sousa criticou, este domingo, a resposta de António Costa perante a candidatura de Henrique Neto às presidenciais. 

« Respondeu como que amuado. Em vez de ter uma resposta diplomática, não. Na linguagem gestual e naquilo que disse, viu-se que não estava à vontade. Na minha interpretação, foi de algum mal-estar pelo facto de surgir uma primeira candidatura no PS, num momento em que não é evidente para a opinião pública», afirmou.