O comentador da TVI Marcelo Rebelo de Sousa considerou este domingo, no habitual espaço do “Jornal das 8” que a “provável” candidatura de Rui Rio a Presidente da República não vai condicionar o avanço de outros candidatos.
 

“Rui Rio tem tudo preparado para avançar na primeira semana de setembro. (…) Acho, num lamento provável, que condicione a estratégia de outros potenciais candidatos. (…) Diria que, se há lógica na política, não estarão condicionados por quem quer que seja.”

 
Marcelo Rebelo de Sousa falou de nomes como Alberto João Jardim e Pedro Santana Lopes, como possíveis candidatos da Direita. “ Podem aparecer vários candidatos à Direita. A questão curiosa será depois saber se a coligação, perante vários candidatos, não tem a atitude prudente que é não apoiar nenhum e haver a inteligência dos restantes candidatos de, antes ainda do fim da primeira volta, desistirem diante daquele que é o melhor posicionado”, sublinhou.
 

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Sobre os possíveis candidatos de Esquerda, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “Maria de Belém tem hipóteses de vir a ser candidata”, ficando muito dependente dos resultados das Legislativas. “Se António Costa perder as eleições, fica em causa, por ventura, a liderança e pode haver, do lado segurista (…), movimentos para apoiar Maria de Belém”, adiantou.
 

“Pode acontecer que a coligação ganhe. É um cenário plausível, menos provável, mas plausível. E se assim for, o espaço de Maria de Belém alarga-se. De outra maneira, o espaço existe, mas é mais estreito.”

 

“Os americanos atravessaram-se totalmente para o acordo na Grécia”

 
O comentador da TVI refletiu também sobre a questão internacional do momento, a crise grega. O comentador fez uma análise geopolítica do assunto considerou que “os americanos se atravessaram totalmente para o acordo na Grécia”. “Não digo que tenham mandado a Europa fazer, porque isso em diplomacia não funciona assim, mas lá que influenciaram…”, sublinhou.
 

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O professor lembrou a importante posição geográfica da Grécia, “na fronteira com a Rússia (…) e colada à Turquia”, para justificar o interesse norte-americano em resolver a situação no país.
 
Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda “espantoso (…) que as sondagens na Grécia dão-nos o Tsipras com maioria absoluta, com mais de 60%” e sublinhou que isso pode explicar uma “razão do acordo: é que não havia alternativa para o senhor Tsipras”.
 

Camarate e a venda de armas em Portugal

 
O comentador falou também este domingo sobre os resultados da 10ª Comissão Parlamentar ao caso de Camarate, considerando que “provavelmente será a última”. “De facto não houve muito de novo. Mas houve, apesar de tudo. A ideia de que a investigação, por razões várias, seguiu para o lado do acidente e isso acabou por desviar, atrasar… e quando seguiu a nível parlamentar o caminhou de atentado já tinha decorrido muito tempo”, considerou.
 

“Mas a parte mais importante foi o ter ficado claro que a venda de armas em Portugal era um tema candente no final da década de 70 e princípios da década de 80.”

 
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“É ainda relevante registar-se em ata oficial haver três pessoas vivas em Portugal que testemunharam terem participado num atentado.”

 
A auditoria do Tribunal de Contas aos aumentos das contribuições para a ADSE também mereceu comentário de Marcelo Rebelo de Sousa. O comentador lembra que, já na altura em que os amentos foram anunciados, tinha comentado que lhe dava “a sensação vaga de que isto é um imposto”.
 
“A resposta do Governo é de que isto é usado apenas na ADSE. Não podia dar outra resposta.”
 
O professor considerou ainda que a auditoria do Tribunal de Contas deixa a ideia de que “afinal aquilo é gerido de tal maneira que fica ali uma almofada, que poderia não ter ficado, com benefício para os que descontam”. 


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