
Para Marcelo Rebelo de Sousa esta foi a campanha mais fraca de sempre em democracia.
«A campanha foi de uma grande pobreza e de um sentido muito táctico de apelo ao voto e, nessa medida, os portugueses vão no fundo reagir em função da crise que existe, da necessidade de um referencial de estabilidade e da imagem que têm dos candidatos, independentemente da campanha. Esquecem a campanha, pois foi certamente a campanha mais fraca que houve em Portugal que me recordo em democracia», disse.
Em entrevista ao «Jornal Nacional», o comentador da TVI considerou a projecção da Intercampus dentro do que é lógico que aconteça nas urnas no próximo domingo.
«A grande perturbação e novidade desta sondagem, e perturbação introduzida por outras, é que saíram no começo desta semana sondagens, a meu ver, inverosímeis, que davam a Cavaco Silva mais de 60 por cento e davam Manuel Alegre praticamente colado a Fernando Nobre. Portanto, isso criou a sensação de uma grande discrepância relativamente às sondagens da semana passada. Penso que esta sondagem está muito perto da linha lógica, com Cavaco Silva à volta dos 55%. Manuel Alegre é uma surpresa, porque é aquém do limite mínimo de 30%. Nobre está a subir. E depois há o aumento da abstenção, que favorece o voto comunista», frisou.