Por: Redacção | 1- 11- 2010 3: 59
No habitual comentário que faz aos domingos na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa comentou o acordo entre o Governo e
o PS para a aprovação do Orçamento do Estado para 2011.
Salientando que foi «obtido a ferros» e «com recriminações
de parte a parte ou pelo menos com reservas de parte a parte», o comentador considera que «o problema vai ser a execução deste
orçamento».
O professor recordou que o próximo ano será mais «marcado» do que os anos anteriores pelo facto do documento
de 2012 ter de ser votado em dois momentos: «Em Abril, quando se votar no Parlamento o PEC, que tem as grandes linhas que
vão a Bruxelas, e que inspirarão o orçamento e, depois, no fim do ano, o Orçamento».
«Em Abril, conforme tiver sido
a execução do Orçamento, aí o PSD viabilizará ou não o PEC. Em Abril, já Cavaco já pode dissolver o Parlamento», frisou.
Para
Marcelo Rebelo de Sousa, o acordo entre o Governo e o PSD trata-se de um «triunfo praticamente completo de Eduardo Catroga
em relação ao PS e a Teixeira dos Santos»: «Invertendo a lógica da negociação, terminando com o PS entalado e o PSD numa de
ainda poder cantar vitória em termos de desagravamento da situação dos portugueses».
«O PS subavaliou por outro
lado a figura de Catroga. Quem provocou a ruptura foi o PS», disse. «O PS rompeu porque descobriu que estava a ser levado
à certa».
«Nada é previsível»
No seu comentário, Marcelo Rebelo de Sousa falou ainda sobre Cavaco
Silva, dizendo que, no contexto actual, é o único elemento de previsibilidade do país.
«O que nos temos hoje em
Portugal é que nada é previsível. Não é previsível se este Governo dura mais um ano ou mais um ano e meio. Não é previsível
qual é o resultado das eleições, embora se comece a perceber alguma coisa. Não é previsível que tipo de Governo sai a seguir.
Não é previsível como é a recuperação da nossa economia e das finanças. A única coisa previsível é aquele homem», disse.
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