Manuela Ferreira Leite considera que em democracia todos os resultados são bons, e não devem ser discutidos.

No programa Política Mesmo, da TVI24, a comentadora sublinha que a coligação no governo perdeu muitos votos, mas esses votos não se concentraram todos no Partido Socialista.

“Perante isso esperamos que os partidos se entendam para um Governo a pensar no país”


Para Ferreira Leite, o facto de não haver maioria absoluta não é “nenhuma tragédia”, já que é o que “mais acontece nos outros países”. A comentadora considera que os partidos têm de se entender, no caso, PS, PSD e CDS, já que há “diferenças insanáveis” entre PS, BE e PCP.

“Discordo completamente de se achar que o parlamento está dividido num bloco de direita e outro de esquerda. Acho que a fronteira entre a direita e a esquerda está à esquerda do PS”


A comentadora argumenta que quem votou no PS não está à espera que o partido coligue com o Bloco de Esquerda, por exemplo. E acrescenta que tanto o PC como o bloco têm visões distintas do PS para o país, inserido na Europa.

Ou seja, caso o PS coligasse com a esquerda, nas próximas eleições poderia até desaparecer do panorama politico português.

Ferreira Leite defende, no entanto, que há vantagens em não haver maioria absoluta, nomeadamente o diálogo, a negociação, o consenso, que implica uma “necessidade de transparência da informação”.

“Para mim acabar bem é os partidos [PS, PSD e CDS-PP] chegarem a consenso”