Manuela Ferreira Leite gostou da primeira prestação de Fernando Negrão como líder da bancada parlamentar do PSD no Parlamento. A comentadora da TVI24 afirmou, esta quinta-feira, na 21.ª Hora da TVI24, que a "ausência de crispação no debate" é benéfica para a "elaboração de leis" e até "para a visão que as pessoas têm dos políticos".

Eu gostei da prestação de Fernando Negrão. (…) A ausência de crispação no debate acho que pode ser benéfica até para a visão que as pessoas têm dos políticos. (...) Acho que isso pode melhorar bastante a imagem do Parlamento relativamente à opinião publica, destacou.

Para a social-democrata, o tema levado pelo novo líder parlamentar ao debate quinzenal com o primeiro-ministro - a eventual entrada da Santa Casa da Misericórdia no capital do Montepio -, foi “muito bem escolhido”. Até porque, frisou a comentadora, não tem sido amplamente discutido e os partidos devem dizer o que pensam "antes da tomada da decisão".

Todos os partidos têm a obrigação de dizer se concordam, se não concordam, antes da tomada de decisão. (...) É inaceitável que este tema ainda não tenha sido debatido na Assembleia da República, sublinhou.

De resto, a antiga ministra das Finanças disse que “catalogava” este negócio “como uma decisão de grande risco”.

Ele [Fernando Negrão] sublinhou um ponto que é muito importante: o Montepio precisa de dinheiro, mas não há nenhum privado, nem estrangeiro, que tenha decidido meter lá dinheiro. Porquê? Não aparece outro parceiro, não aparece ninguém que se lembre de dizer ‘eu vou apostar nisto’. Por algum motivo ninguém se chega à frente.”

Outro dos temas abordados por Ferreira Leite no seu espaço de comentário semanal na 21.ª Hora da TVI24 foi a obrigatoriedade de limpeza das matas. A comentadora criticou o Governo por não ter uma atuação mobilizadora.

"Acho que é um trabalho absolutamente nacional e que a atuação do Governo devia ser mais no sentido de mobilizar as pessoas para este projeto, do que criticar as pessoas que não o fazem", vincou.

A social-democrata sublinhou a falta de meios das autarquias para fazer cumprir essa obrigação num curto espaço de tempo. 

O que se ouve é as queixas do autarcas de que com os meios que dispõem não é possível cumprir uma obrigação. (...) Se não têm meios fazem como?", questionou.