O carnaval de Veneza tem origens centenárias. A história conta-se em poucas palavras: os nobres queriam sair à rua mas não queriam ser reconhecidos pela multidão. A forma que encontraram para se proteger foi utilizarem máscaras. Assim, ninguém os via. Não existia uma visibilidade pública. 

Estas palavras surgem a propósito dos incêndios. António Costa disse que eram precisos nervos de aço para enfrentar a tragédia e as suas consequências. Não duvido que o PM, alinhado na forma e no conteúdo com o Presidente, vai tirar ilações do que aconteceu. 

Num outro registo, a expressão nervos de aço é explicável noutras situações. Vejamos: Leticia Ortiz é alvo de ataques pessoais desde que foi público o noivado com Felipe. A antiga aristocracia espanhola não gosta dela. O porta voz desta corrente, Jaime de Penafiel, arrasa-a semanalmente no jornal El Mundo. A rainha, que eu conheci pessoalmente numa recepção na embaixada de Espanha, segue o seu caminho imperturbável. Basta-lhe o apoio do marido e das suas amigas "mosqueteiras".

O outro caso, com escala, é Cristiano Ronaldo. Já o vi jogar em Barcelona com 60 mil pessoas a assobiá-lo e, no entanto, o craque blinda-se psicologicamente e concentra-se apenas na bola que faz circular como ninguém. Uma única ideia: marcar golos. Com nervos de aço.