Regresso à política francesa. Depois da esmagadora vitória nas eleições presidenciais, Emmanuel Macron apresentou-se a eleições gerais, cuja primeira volta se realizou este domingo. O veredicto fica para o próximo fim de semana, 18 de Junho. Pelos resultados obtidos, Macron afirma-se como o “pivot“ da política francesa. É algo assinalável, tratando-se de um homem com uma escassa experiência política, mas com a inteligência que assiste aos grandes estadistas. Está a mostrar a fibra de que é capaz. É bem provável que no próximo domingo o seu partido “La republique en marche“ saia das urnas com uma votação que permitirá ao presidente formar uma maioria e governar com tranquilidade. Para isso, muito concorreu a descida estrondosa do Partido Socialista francês (já começaram a rolar cabeças), a direita moderada que não passou dos 20 por cento e a Frente Nacional que ficou com pouco mais de 13 por cento cento; um valor catastrófico para o partido de Marine Le Pen que ainda há pouco mais de um mês tinha chegado aos 39 por cento nas eleições presidenciais.

As cartas estão, assim, do lado do Presidente que tem deixado uma boa impressão nestas suas primeiras semanas de mandato. Veja-se a posição que tomou, ao lado da Alemanha, contra Donald Trump a propósito do rompimento dos Estados Unidos com o acordo de Paris sobre as alterações climáticas.

Talvez não tenha sido apenas um soundbyte de campanha quando, durante a campanha presidencial, Macron afirmou por várias vezes o espírito de De Gaulle, reclamando para si parte dessa herança política.