A comentadora da TVI24, Constança Cunha e Sá, elogiou esta terça-feira o “gesto de misericórdia” do Papa Francisco que decidiu autorizar os padres a perdoar o aborto, numa decisão que vai contra a doutrina da Igreja Católica.
 
Na rubrica “Sobe e desce” da 21ª Hora da TVI24, Constança Cunha e Sá criticou, por outro lado, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, por enxotar para o Governador do Banco de Portugal, a culpa dos problemas na venda do Novo Banco.

 
A subir: Papa Francisco
 
“Misericórdia é uma palavra que caracteriza muito o pontificado do Papa Francisco. Na exortação apostólica dele “Evangelii Gaudium” é diretamente dito que é imperativo oferecer misericórdia fruto da infinita misericórdia que experimentamos do Pai. E, portanto, este perdão àquelas pessoas que abortaram insere-se exatamente nesse gesto de misericórdia e de reconciliação com o outro, com o pecador.”
 

“Já ouvi dizer que, com isto, o Papa estaria a relativizar o pecado do aborto. Não é isso que o Papa faz. O Papa mantém o princípio da condenação do aborto, o Papa abre os braços, sim, aos pecadores e àqueles que pecaram através do aborto. (…) É um passo histórico, sem dúvida nenhuma.”

 
 
A descer: Ministra das Finanças
 
“É uma dupla queda. Em primeiro lugar, confirmou-se o pior: o Novo Banco não foi vendido. E depois Maria Luís Albuquerque veio hoje reconhecer que, de facto, houve problemas na venda." 

"Ao enxotar a culpa e a responsabilidade para o Governador de Banco de Portugal, a ministra diz que, se o Governador não vendeu, é porque não tinha condições para vender. Se não tinha condições para vender à proposta mais bem classificada, presume-se que as condições para vender à segunda proposta mais bem classificada sejam piores." 


Para Constança Cunha e Sá, a venda do Novo Banco configura "um problema em que não se vê muito bem qual vai ser a saída.”