Não se assuste o estimado leitor com o título, mas de repente ocorreu-me: e se Benfica, Porto ou Sporting fossem partidos políticos e pudessem formar governo?

Uma coisa é certa, o governo tinha de estar sempre atento porque esta oposição não teria vida fácil. Isto porque nada mobiliza mais a generalidade dos portugueses do que o futebol, ou melhor dizendo, do que o fervor clubístico. Não haveria tréguas na governação nem orçamento ou decreto-lei que passasse sem o forte escrutínio da população. A cada aumento da carga fiscal o povo esperaria os governantes à saída das garagens dos ministérios para gritar e pedir a cabeça dos ministros e insultar secretários de estado…

Não fosse a parte dos insultos e acho que tínhamos muito a ganhar com este tipo de pressão. Claramente vivemos num país com uma inversão total de valores. Caso o presidente da liga escrevesse uma carta a prometer ao futuro presidente do conselho de arbitragem nomeações à medida dos grandes… o que seria? Fechava-se o país ou teríamos uma guerra civil. Assim o que temos são notícias perdidas no meio de mortos à facada e fortes quedas de granizo. Assim tudo passa na espuma dos dias ao invés da arbitragem do jogo x ou y que meses e meses depois continuamos a discutir. E treinadores e presidente continuam a viver de uma contabilidade paralela.

Fica aqui a ideia para que possamos fazer essa reflexão… talvez quem sabe um dia sejamos tão exigentes com quem gere os nossos impostos como os adeptos são com as arbitragens! Talvez um dia…

Mas como hoje é sexta-feira o melhor é descontrair não pensar mais nisso e ver o Maisfutebol logo às 22h, na TVI24.